ABRIL
Os homens saíram à rua.
Na alma carregavam a fome,
no peito a necessidade de a saciar.
Abril nasceu dessa vontade.
Numa mão trazia a esperança,
na outra a liberdade.
Alastrou-se pelas ruas, pelas vielas, pelas praças,
resoluto, abrindo caminhos,
conquistando espaços.
A revolução fez-se,
não com armas,
mas com cravos
e abraços.
Fernando Alagoa © todos os direitos reservados
Celebrando Abril | Arrojo, Desalento e Esperança | Poema 1/3
(poema de 25 de Abril de 2020, revisitado)
