VIAJANTES CELESTES
Sete viajantes celestes atravessam Áries como quem atravessa um portal esquecido. Não caminham: flutuam sobre fogos antigos, despertando memórias que o mundo já não sabia guardar. O Sol veste-se de ouro líquido e abre o caminho, um farol que rasga o véu entre o que fomos e o que ousamos ser. A Lua segue-o, translúcida, carregando nas mãos o eco das emoções que ainda não nasceram. Mercúrio sussurra encantamentos rápidos, palavras que brilham como lâminas húmidas. Marte, guardião do fogo primordial, ergue o seu estandarte de cinzas vivas. Saturno, o velho alquimista, recolhe o tempo nas mãos e molda-o em silêncio. Neptuno dissolve fronteiras, transformando o ar em neblina sagrada. E Quíron, o curandeiro ferido, caminha por último, para abrir o coração do mistério. Quando sete planetas atravessam Áries, o cosmos entoa um cântico que só a alma reconhece. As sombras tornam-se tochas. Os medos tornam-se portais. O destino torna-se chama. É o instante em que o universo recorda o primeiro sopr...